domingo, 16 de setembro de 2007

Pesquisa no Estadão e análise do gênio da sociologia


Neste domingo o jornal O Estado de São Paulo traz em sua versão impressa e eletrônica uma pesquisa sobre o pior e o melhor do governo Lula. Na mesma pesquisa o jornal compara indices entre os governo Lula e FHC.
E adivinhem: quem é o responsável pela pesquisa e a análise dos resultados? O gênio carioca Alberto Carlos Almeida. Aquele mesmo da tese que o problema do Brasil não são as elites mas o seu povo.
A pesquisa demonstra uma flagorosa discrepância entre os índices de aprovação de Lula sobre FHC. O primeiro ganha de goleada sobre o segundo em qualquer coisa, segundo a pesquisa. E qual explicação para tal fato? O jornal e o gênio da sociologia explicam. Segundo eles: "A primeira é que o eleitorado brasileiro padece de ''''presentismo'''', ou seja, tende a atribuir as coisas boas ao governo presente, mesmo que ele não tenha sido o autor delas - desde que esse governo seja bem avaliado, tenha a simpatia da maioria da população e, naturalmente, possua um bom mecanismo comunicador.
A segunda é que a conquista da estabilidade ao longo do governo FHC se esvaiu da memória popular, por duas razões: uma foi a repetição persistente do discurso petista da ''''herança maldita'''', que teria diluído as realizações dos governos FHC; outra foi a falha continuada de comunicação do PSDB, que não soube defender, ao longo dos anos, a estabilidade conquistada em sua gestão e, principalmente, a ignorou nas disputas eleitorais de 2002 e 2006."
Onde será que este camarada achou a categoria sociológica denominada de presentismo? E outra: que estabilidade econômica é esta que duplicou em quatro anos o montante da divida pública em virtude do câmbio fixo? E no período como o dólar estava "abaixo do Real" grande parte desta divida foi contraída em dólar. E os acordos com o FMI será que foram tão bons assim?
Mais uma vez a cena se repete. A mídia elegeu como seu interlocutor dentro da academia um sujeito absolutamente risível. Não é possível nem levar a serio algumas analises deste professor. E mais: qual é a do Estadão? Nem precisamos responder, todos sabem a resposta na ponta da língua.
O que nos diria o Max Weber sobre a neutralidade axiológica desta pesquisa? Certamente ficaria envergonhado. E o velho Karl Marx? Que cada classe produz os seus próprios intelectuais. A julgar pelo Alberto Carlos Almeida é o povo que realmente não merece esta elite.
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